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Comunicar para incluir: como produzir marketing inclusivo para autistas

Em 2008, o dia 02 de abril passou a ser conhecido como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo por determinação da ONU (Organização das Nações Unidas).

Com o passar dos anos, a crescente visibilidade da data acabou por criar o movimento Abril Azul, um mês  para difundir conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e combater os estereótipos. 

Cada ano um assunto é escolhido para ser discutido: em 2023, o tema escolhido é “Mais informação, menos preconceito.” A hashtag a ser utilizada é #AutismoMaisInformacao.

Como o próprio nome diz, o Transtorno do Espectro Autista não é linear: existem vários graus de autismo, características diferentes e intensidades variadas. É uma condição de saúde abrangente e apesar de possuir alguns aspectos em comum, é dividida em níveis: do nível 1 até o nível 3, do grau mais leve até o mais severo.  

Trazendo para a realidade de empresas e profissionais, é importante apostar no marketing inclusivo para que pessoas autistas sejam incluídas e tenham mais autonomia para entender a comunicação. Vamos lá:

Marketing e autismo: uma conversa possível

Para começarmos a produzir um marketing inclusivo, precisamos primeiramente conhecer algumas características que influenciam a comunicação de uma pessoa autista:

Dificuldade com a comunicação interpessoal: pessoas autistas geralmente possuem dificuldade em interpretar e/ou expressar emoções e sinais não verbais, como por exemplo: expressões faciais, gestos ou contato visual.

Dificuldade em interagir socialmente: muitas vezes as pessoas autistas encontram dificuldade nas interações sociais por não conseguirem captar o que é “subentendido” em uma conversa: figuras de linguagem, duplo sentido e humor são alguns exemplos. Isso pode levar a mal-entendidos ou a interpretações diferentes.

Só depois de entender as características e as necessidades do Transtorno do Espectro Autista (TEA), é que poderemos trabalhar para proporcionar as adaptações e os cuidados necessários para produzir um conteúdo acessível.

Dicas para um marketing inclusivo (e efetivo!)

Se você não sabe muito bem por onde começar, não se preocupe que nós vamos juntos!

A gente trouxe algumas dicas práticas para o seu negócio inserir a pauta da inclusão em sua estratégia de marketing: 

Aposte na objetividade: tenha a certeza de que seu texto passe a mensagem de forma simples e objetiva, inclusive, será que alguém pode revisar o seu texto e certificar-se que entendeu facilmente? Se for viável, evite linguagem figurativa ou ambígua (lembra das características que trouxemos no início do texto? Pois é!)

Mantenha as informações organizadas:evite desorganização e possíveis distrações, seja objetivo e sinalize o que quer falar, aposte na organização com títulos, subtítulos, sinalizações e os recursos que estiverem disponíveis.  

Capriche na CTA (Chamada para Ação): essa ferramenta pode ser a nossa aliada no marketing inclusivo! Orientações diretas sobre o que fazer, após divulgado o conteúdo, pode ser um guia facilitador para que todos entendam o recado.

Cuidado com o volume dos sons: não importa o formato ou a plataforma, tome bastante cuidado também com volume de vinhetas, músicas de fundo e transições. Sons bruscos podem atrapalhar a concentração de quem está assistindo.

Dê atenção ao uso das luzes: aproveitando o gancho da última dica, uma das características do autismo é a sobrecarga sensorial. Toques, sons e luzes podem causar sensações desagradáveis. Nesse sentido, evite transições muito abruptas e luminosas para não deixar ninguém desconfortável.

Considere a possibilidade de testar outros canais de comunicação: a comunicação escrita ou por meio de recursos visuais, em vez de uma comunicação verbal, é uma boa alternativa. Se for possível, utilize recursos de acessibilidade, crie conteúdos diversificados, coloque a criatividade para funcionar!

Por uma comunicação mais inclusiva e pelo respeito à neurodiversidade!

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